Top 20

30 11 2009

O cinema brasileiro cresceu nos últimos anos e nada mais justo do  que citar alguns dos filmes responsáveis por este crescimento.

20 Serras da Desordem
Andrea Tonacci, 2006

O retorno de Andrea Tonacci ao cinema ganha a forma de documentário ficcionalizado que tem em seu protagonista adorável sua maior força.

19 Linha de Passe
Walter Salles e Daniela Thomas, 2008

Walter Salles se recupera de tropeços e projetos ambiciosos que ficaram na promessa com um filme simples sobre os laços que unem uma mãe e quatro irmãos.

18 O Invasor
Beto Brant, 2002

Beto Brant promove o encontro entre o cinema urbano brasileiro e o policial contemporâneo num filme que revela um grande ator: Paulo Miklos.

17 Madame Satã
Karim Aïnouz, 2002

A estreia de Karim Aïnouz recupera, com uma fotografia brilhante, um personagem único e revela outro ator de primeira grandeza: Lázaro Ramos.

16 Mutum
Sandra Kogut, 2007

Guimarães Rosa, um autor de difícil adaptação, ganhou tradução delicadíssima nas mãos de Sandra Kogut e um protagonista-mirim impressionante.

15 Juventude
Domingos Oliveira, 2008

Domingos Oliveira reúne os amigos para repassar a vida e homenagear a própria amizade em seu melhor filme em muito tempo.

14 O Signo do Caos
Rogério Sganzerla, 2005

O mestre maior do filme marginal brasileiro em seu réquiem, homenageando sua própria história e seu próprio cinema.

13 O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
Cao Hamburger, 2006

A Ditadura Militar vista pelos olhos de uma criança. Cao Hamburger troca o ranço pelo carinho e acerta em cheio na composição de uma época e de um turbilhão de sentimentos.

12 Filme de Amor
Julio Bressane, 2004

Júlio Bressane consegue dialogar com o sublime e faz seus personagens voarem para longe de prisões formais em busca de algo além. É a criação que brota do caos.

11 Pro Dia Nascer Feliz
João Jardim, 2007

Um painel sobre o sistema educacional brasileiro, sim, mas mais do que isso uma investigação sobre o jovem que este país forma pelos mais variados prismas.

10 Cidade de Deus
Fernando Meirelles (co-dir. Kátia Lund), 2002

O filme mais famoso da história recente é a promessa de um cinema industrial de primeira qualidade, um exemplo na formação de atores e o projeto mais ambicioso já feito por estas bandas.

9 Cinema, Aspirina e Urubus
Marcelo Gomes, 2005

Marcelo Gomes explora o Sertão com graça invejável, sem nunca espetacularizá-las. Fazia tempo que o cinema brasileiro não contava tão bem e de maneira tão simples uma história

8 O Prisioneiro da Grade de Ferro
Paulo Sacramento, 2004

A câmera entregue aos detentos não pode ser completamente franca, sem cálculo, mas o naturalismo com que os narradores conduzem o filme é a força do documentário.

7 Se Nada Mais Der Certo
José Eduardo Belmonte, 2008

Ao diretor não interessa investigar a perda de parâmetros dos personagens. As motivações estão claras – sustentar a família e a si mesmos. Tudo muito prático, mas nunca simplista.

6 Entreatos
João Moreira Salles, 2004

O político mais popular da história recente destes país visto em close-up no momento em que está prestes a passar de eterna promessa a governante.

5 Cão Sem Dono
Beto Brant e Renato Ciasca, 2007

Os fatos pouco interessam aos diretores Beto Brant e Renato Ciasca. O foco é como o homem lida com suas limitações e com sua inevitável transformação aos moldes do mundo.

4 Lavoura Arcaica
Luiz Fernando Carvalho, 2001

Um livro infilmável e o maior artista da TV brasileira em sua incursão única no cinema, traduzindo-o e explorando suas estranhezas com um lirismo raro.

3 Santiago
João Moreira Salles, 2007

O que encanta é a habilidade de promover linguagem, de reordenar a memória, de construir a partir da desconstrução. Ou este filme é genial ou seu autor é um golpista admirável.

2 Jogo de Cena
Eduardo Coutinho, 2007

O grande documentarista deixa de lado sua cômoda fórmula de cinema para investigar os caminhos da representação e questionar a verdade e a mentira.

1 O Céu de Suely
Karim Aïnouz, 2006

No melhor filme brasileiro dos anos 2000, Karim Aïnouz mostra o Brasil conectado com o cinema contemporâneo, seja nas imagens etéreas seja nos questionamentos da protagonista, uma mulher em busca do seu lugar.

menções honrosas:

Onde a Terra Acaba (2001), de Sérgio Machado; Loki – Arnaldo Baptista (2008), Paulo Henrique Fonetenelle; Person (2005), de Marina Person; No Meu Lugar (2009), de Eduardo Valente; Estamira (2006), de Marcos Prado; Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (2009), de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes; A Concepção (2005), de José Eduardo Belmonte; Redentor (2004), Cláudio Torres; Houve uma Vez Dois Verões (2002), de Jorge Furtado; e Babilônia 2000 (2001), de Eduardo Coutinho.

E como listas são sempre polêmicas, que tal você deixar a sua, hein?

À todos, um belo e estranho dia.

Fonte: Filmes do Chico





Dois gatos pingados…

12 09 2009

…fora da lei, ela é a rainha eu o rei. Farra no telhado fora lei, tudo bem.

Quem não conhece essa música ou quem a canta,  não sabe o que está perdendo. Conferi ontem pessoalmente toda a versatilidade e musicalidade à flor da pele deste que é um dos maiores cantores da nossa música.

Com uma banda fora de sério, ele se apresentou ontem no teatro do Centro Cultural Usiminas, mixando sucessos antigos com lembranças e danças engraçadas e nos apresentou algumas de suas novas músicas de seu CD Piquenique. Quem não o conhece não sabe realmente o bem que faz conhecer o que tem qualidade.

O Cd de 1997 – Manual prático para festas, bailes e afins, traz um de seus sucessos Fora da lei, música citada acima. Ed Motta lançou também CDs em inglês e japonês.

Do Soul ao funk, do pop-rock ao jazz, estilo é o que não falta a ele, não há como não gostar, não há como não cantar, não há como ficar parado. Não direi muito, pois estou o descobrindo ainda, espero que como eu, vocês fiquem com gostinho de quero mais e corram atrás deste som proposto por ele.

Para quem quiser conferir as novas quatro faixas do Cd Piquenique, é só se conectar na Rádio UOL, no programa do João Marcello Bôscoli e ouvir .

Abraços e a todos um belo e estranho fim de semana.





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4 09 2009

Roby amigo por Lucas BragaRoby amigo por Lucas BragaEra uma vez uma abelha que sonhava ser morcego...Por Lucas Braga

Caramba, que vontade de escrever e que saudade deste espaço, parece soar um pouco falso, uma vez que realmente desapareci daqui, porém estava me analisando, como sempre faço.

Este espaço foi criado sem projeto determinado ou linha, tema, foco a seguir. É apenas um blog, apenas palavrinhas avulsas de uma garota que fala pelos cotovelos, que troca palavras ou letras do lugar, sem pensar tornando-as sem sentido, que usa onomatopéias constantemente pra qualquer coisa ou ocasião e que cisma em continuar aqui, produzindo, escrevendo, falando, sem nada na cabeça. São me recrimino por ter sumido e nem me sinto culpada, foi tão natural o tempo, e vamos concordar a maioria dos leitores desta humilde casa da essência nem sabe quem eu sou, e cá p/ nós, eu sei? Como se fosse obrigação eu conhecê-los, e eles me conhecerem, qual graça há nisso? As relações não são mais interessantes quando espontâneas?

Cá estou eu outra vez desviando o assunto, mas? Qual era o assunto mesmo? Ahh, a volta da blogueira, eu não gosto deste título, aliás, não gosto de muitos títulos, “a/o melhor” “a/o simpática” “a/o lindo” “a/o legal da galera”, será que são reais, ou só uma figura do que fingimos que somos? Porque na realidade nós não somos ninguém, é isso, é sim…. Somos tantos em tantos lugares, que não somos ninguém em lugar algum, somos representações de tudo e de todos. A cada lugar, pessoa e hora nós mudamos, somos metamorfoses ambulantes…. Toca Raul…

Eu, aqui, a cada nova tesourada em um jornal, vejo o que perdi e o que poderia ter visto no cinema ou no teatro, vejo o que acontece nos lugares, é claro que isso é rapidamente, uma fração de segundo, mas o pensamento vem e me questiona como seria aquele dia, ou como foi, pois não me lembro de todos, afinal são apenas dias. E dias e dias.

Estou no estágio e a vontade de blogar é incrível, não por ser “legal ou correto” blogar daqui, mas por relatar que há algo novo, diferente, mas?!!! Não há isso todos os dias? Precisamos realmente “mudar” de espaço para mudarmos de alguma forma? Claro que não.

Minha vontade de postar, não veio por estar aqui, na Rua Cristovão Colombo, mas por relatar que durante os dias que sumi, muitas e muitas coisas aconteceram e por isso voltei, mas não, meus queridos não p/ relatar nostalgicamente o que passou, as lembranças virão no seu tempo e talvez darão as caras por aqui, mas serão pílulas de lembranças, nada de textos propositais para agarrar o leitor em uma experiência 50% verdadeira e 50% editada. Precisei da pausa para ver que o que falamos o que falo é relevante, e você leitor é relevante, não porque lê, mas porque também tem o que falar. Experimente, se não gostar pule p/ outra, não é obrigado, mas se gostar não fique aprisionado a o que escrever ou como fazê-lo.

Precisei da pausa para aprender a selecionar o que se lê, se vê, se fala, se toca, se escuta, se veste, se come, se anda. Nem tudo é novidade, ma nem tudo é história, então o que é post? O que é blog?

Sei lá. E quer saber? Eu não quero saber… Deu vontade postei, não deu, sei lá… Sumir não é legal.

Não é assim que a gente faz quando quer um tempo das coisas.

Sabe, este post já esta super pseudo intelectual, viajado e cheio de asneiras, afinal são minhas as palavras. Vou ficando por aqui, quem animar leia. Quem não animar. Valeu pela visita. A casa é nossa.

À todos, um belo e estranho dia…

Ahh, só quero dizer que … Meu chefe que não me pegue blogando por aqui. Se não já viu, ele vai falar: “Falei, falei, eu falei essa menina tá sem serviço, cortando jornal, falando que tá fazendo cliping de mídia, eu falei, eu falei, rs”

Fui. bjos





Pequenos vícios

19 07 2009

Você já ficou sem algo? E logo após isso acontecer, você se viu incomodado? Foi assim que me vi, durante estes dias.internet

Que coisa!?

Nós humanóides somos tão engraçados, não queremos apegar, mas nos apegamos, queremos odiar amando, e somos felizes sofrendo. Vai entender o funcionamento da máquina humana.

Ficar sem beber água, sem chinelos, sem pentear o cabelo, sem lavar a cabeça, andar falando com Deus, colocar nome nos objetos, conversar com livros. Isso tudo não me incomoda, pelo menos não muito, na verdade são pequenos prazeres diários. Porém ficar sem internet, sem meu blog que precisava muito de atenção, carinho e um post, seu meu twitter pra falar asneiras e sem minhas janelas (virtuais) para o mundo, me incomodou imensamente.

Como pode algo assim fazer tanta falta?

Tenho certeza que há muitas pessoas assim, que ficam meio desnorteadas quando estão ausentes da sociedade virtual e que também, assim como eu, não sabe exatamente explicar o porquê sentar a frente de um monitor é tão agradável.

internet2O fato é que faz parte da vida e se tornou imprescindível como o celular, como disse uma vez minha professora Patty em sala, “o celular é quase um membro do nosso corpo”… O computador então virou o que? Na verdade não o computador, o conjunto, computador e internet, pois um sem o outro pra mim não tem grande função e nem me satisfaz.

Navegar é preciso, quase uma obrigação e certamente um prazer, quem quiser dizer e acreditar no contrário fique a vontade. Eu adoro ser do contra, também. Às vezes.





Flip 2009 – Festa Literária Internacional de Paraty

2 07 2009

A 7ª Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) começou ontem e continuará até o dia 05 de Julho. Da edição deste ano, estão participando 34 autores de nove países diferentes, entre eles dois que estão representando seu país pela primeira vez no evento: a China. Entre os nomes de destaque da Flip-2009 esta o brasileiro Chico Buarque e a irlandesa Edna O’Brien, além do cientista britânico Richard Dawkins, o jornalista e escritor americano Gay Talese e a crítica de arte francesa Catherine Millet, entre outros.

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Chico Buarque, Gay Talese, Edna O'Brien, Cristovão Tezza e Catherine Millet são alguns dos convidados da Flip 2009 (à partir da esq.)

Mais informações sobre programação, como participar, outros autores ou transmissão ao vivo do evento pelo site da Flip.

A todos, uma bela e estranha quarta.





Com direção de Fernando Meirelles…Som e Fúria

2 07 2009

A Globo estréia, no dia 7 de julho, a série Som e Fúria, dirigida por Fernando Meirelles (Cidade de Deus). Serão 12 episódios, exibidos nos horários hoje ocupados por Toma Lá Dá Cá (terça, 22h35), Força-Tarefa (quinta, 22h55) e Tudo Novo de Novo (sexta-feira, 23h05).

Som & Fúria é uma adaptação da série canadense Slings and Arrows, que mostra os desafios de um grupo de teatro shakesperiano para manter a qualidade artística de seu trabalho em contraste com as exigências comerciais e de público. Com ironia e bom humor, questões pessoais e profissionais entram em conflito, criando tramas e dramas entre atores, diretores e patrocinadores.

Fernando Meirelles conheceu Slings and Arrows quando rodava Ensaio Sobre a Cegueira. O filme conta com a atriz Martha Burns e produção de Niv Fichman, Sari Friedland e Aeschylus Poulos – que também participaram da série canadense. Eles comentaram sobre a atração e deram ao diretor os DVDs para assistir. Segundo Meirelles, ele se apaixonou pela produção logo nos primeiros minutos de história. Entusiasmado, comprou os direitos para uma adaptação.

Dan Stulbach, Gero Camilo, Daniel de Oliveira, Rodrigo Santoro, Regina Casé, Andréa Beltrão, Pedro Paulo Rangel, Maria Flor, Chris Couto, Débora Falabella, Felipe Camargo, Lígia Cortez, Paulo Betti, Cecilia Homem de Melo, Antônio Fragoso, Ique Gomez, Nico Nicolaiewsky (da banda Tangos e Tragédias), Maria Helena Chiara, Liana Naomi e Juliano Cazarré estão no elenco de Som & Fúria.

Antes mesmo da estréia, uma segunda temporada da série já é discutida pela direção da Globo.

Aguardo ansiosamente a estréia. Vale a pena galera madrugar um pouco na frente da Tv, vamos dar férias ao Pc um pouco e ver no que dá.