Sampa, São Paulo, SP.

29 04 2009

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Darei umas voltinhas em Sampa por estes dias, ficarei um pouquinho sumida. Com certeza renderá alguns posts esta visitinha a terra da garoa.

Outro post, porém para volta, pois estou atrasada já,  desde que sentei aqui,rs.

Será sobre a Madame Bovary, esta mulher descrita tão bem por Flaubert merececonsideração.

Bom, a todos, belos e estranhos dias! Até breve.

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Spin?!

28 04 2009

Cada um tem sua cabeça, cada cabeça tem um funcionamento, cada um alinha seus spins mentais de acordo com os campos dos seus sentimentos.
Tem gente que só pensa em dinheiro, em valores, em riqueza. Tem gente que é patologicamente curiosa. Tem gente que implica com tudo. Tem gente que é divertida. Tem gente que é um amor.
Quem tem blog, página no Orkut, site, sabe a aventura que é publicar textos e receber respostas.
Você posta uma coisa simples e corriqueira como ‘comprei um lindo buquê de flores’ e cada um comenta de acordo com sua personalidade, como estas respostas de ficção que inventei a título de ilustração.

O GANANCIOSO:- Nossa! Deve ter custado uma fortuna!

O CURIOSO:- E pra quem era?

O HIPOCONDRÍACO:- Sou alérgico a flores!

O INVEJOSO:- Tá podendo, hein…!

O DETALHISTA:- Rosas ou flores do campo?

O COMPLEXADO:- Humpf! Comprar flores é coisa de madame!

O IMPLICANTE: – Esse blog já foi melhor! O que isso interessa para o mundo?

O AZEDO: -Com tanta criança passando fome você gasta dinheiro com flores! Vergonha!

O AMARGO: – Pra mim ninguém dá flores….

O ÁCIDO: – É pro túmulo de quem?

O CHATO: – Então você comprou um pleonasmo porque se é buquê só pode ser de flores…

O AMIGÃO: – Puxa! Que legal! Manda o endereço da loja, o tipo de flor e o preço? Quero comprar também!

O INTERESSADO: -Posta a foto!

O ENCICLOPÉDICO: -Originalmente buquê é grafado como ‘bouquet’, em francês e significa ‘pequeno bosque’. Seria melhor você escrever ‘ramalhete’.

O DELIRANTE: -A blogueira deve ter falado mal de alguém, tomou um toco, está se sentindo culpada e agora vai mandar florzinha pra inimiga! Tomara que ela jogue as flores de volta na cara dela!!!

O DIVERTIDO: -E como você vai mandar as flores pra mim se você não tem meu endereço? kkkkkk!

O FILOSÓFICO: – Comprar flores é sempre um gesto de amor…

O COINCIDENTE: -Não acredito? Sério? Eu acabei de comprar um lindo buquê de flores também!

O EXIGENTE: -Acho uma falta de respeito você não dar informações precisas a seus ‘queridos’ leitores. Como jornalista você deveria dizer que quantas e quais flores comprou, quanto pagou e colocar o link da empresa que vendeu. É o mínimo.

O CONSELHEIRO: -Rô, não fala que você comprou flores porque as pessoas vão achar você frívola, arrogante e exibida. Não precisa publicar este comentário, tá? Beijo.

O DESAFETO: -Tomara que sejam rosas e você se espete nos espinhos!

O EMPREENDEDOR: -Sou dono de uma floricultura! Da próxima vez compra na minha!

O TÍMIDO:-Não costumo comentar mas adoro flores por isso resolvi dar um ‘oi’. Oi.

A POBRE DE ESPÍRITO:- Buquê de flores? Nossa, que brega!

O ANÔNIMO: -Tomara que murche logo.

O OPORTUNISTA: -Veja um post sobre flores muito melhor que esse em http://visitemeublog.porfavor.com.br

O NEURÓTICO: – Jabá?

O IMAGINATIVO: – Homenagem a Geraldo Vandré? ‘Pra não dizer que não falei de flores?’

fonte: Querido leitor





“Já se abre um sol em mim maior”

27 04 2009

TM

O que dizer? Não sei, não faço nem idéia, porém vou tentar descrever o que é o TM, no entanto deixo claro que não haverá total imparcialidade neste post.

O TM é um projeto composto por músicos, poetas, cantores, atores e circenses. A proposta do TM, não é clara, pelo menos para mim, em um primeiro momento. Deve ser compreendida com o tempo, afinal eles fazem um mix do que é bom, porém com uma nova linguagem, despertando interesse nos demais. Não há como não gostar de poesia ou de circo e gostar do TM, tudo esta integrado na trupe.

È um grupo independente, que utiliza o único meio, por enquanto livre, a internet. Para disponibilizarem o conteúdo, venderem seu material e manterem um dialogo com os admiradores. Há um respeito mutuo e carinho que ultrapassa qualquer distância.

Há comunidades, sites, blogs e outras coisas mais que favorecem discussões sobre a trupe, uma movimentação crescente que há uns tempos atrás não havia. A apresentação em meios convencionais e notas em revistas e jornais tradicionais, críticas ou elogios. Há sempre um admirador que está presente e disponibiliza o link há outros mais. Falar de TM parece estar na moda, seja bom ou ruim, mas são noticia. Quem conhece sabe o que é ou não real, o que é ou não invenção ou manipulação da mídia.

Este público que acompanha é composto por crianças, jovens, adultos e idosos, não há distinção de tribos, é interessante de ver e participar parece uma torre de babel.

Há uma sensação de novidade e prazer imenso, bom aos ouvidos, aos olhos e a alma. A cada palavra ou toque, há uma idéia, é como se fosse um exercício do ouvir e interpretar, o que se passa despercebido na primeira vez que escutamos uma música, por exemplo, não ocorre em uma segunda vez. É um jogo do encontro, encontro de significados, proposto propositalmente pelo Anitelli, idealizador do projeto.

A apresentação não deixa a desejar, pelo contrário só comprova a qualidade e a ideologia da trupe. É preciso de muita atenção e sensibilidade, agora o ouvir não é o mais importante, o ver também é. Encenações, malabarismos, exercícios no tecido e etc. É de uma riqueza inexplicável, algo que não é tão comum e visto. Porém prazeroso e fascinante. O teatro, o circo, a música e a poesia, em uma só apresentação. Você pode pensar que estou exagerando, faça prova você, escute, veja e comprove. Caso contrário, deixe seu comentário discordando, todas as opiniões são validas, porém depois de conhecê-los.

Bom, poderia ficar aqui o dia inteiro tentando descrever, porém é algo tão subjetivo, nem eu entendo, às vezes. Para quem sabe o que é o Teatro Mágico nem preciso utilizar de palavras, pra quem não conhece vale a dica.

Música, poesia, dança, teatro e circo, preciso falar mais alguma coisa?

O espetáculo maior é individual,  no interior.  O que é fantástico e diferente para que tem o prazer de conhecer.

Um presentinho:  Pena – Teatro Mágico/ Composição: Fernando Anitelli e Maíra Viana.

O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Um sorriso por ingresso
Falta assunto, falta acesso
Talento traduzido em cédula
E a cédula tronco é a cédula mãe solteira

O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Acordes em oferta, cordel em promoção
A Prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A Luz acesa
Lá se dorme um Sol em mim menor

Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior

O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
A porcentagem e o verso
rifa, tarifa e refrão
Talento provado em papel moeda
Poesia metamorfoseada em cifrão

O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
Meu museu em obras, obras em leilão
Atalhos, retalhos, sobras
A matemática da arte em papel de pão

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A luz acesa
Já se abre um sol em mim maior

Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior

Para os que ficaram curiosos ou incomodados. Vale a pena ouvir.rs

Sintaxe a vontade: TM

A todos, um belo e estranho inicio de semana!





o cotidiano

26 04 2009

de um “super herói”  é tão emocionante como no cinema?

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fonte: dulcepinzon





bom domingo.

19 04 2009

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Twitter, facebox, flicker, google docs.

É to ultrapassada, não sei o que, para que e verdadeiramente como entrar/usar tudo que é apresentado na net hoje.

Tenho que confessar que até este blog me irrita por completo: tags que não aparecem, a nuvem que não funciona direito, o que e como postar, manter atualizado, popularizar, ser pessoal, mas tentando ser mais impessoal possível. É tá difícil, tenho que confessar que chutar o pau da barraca é uma opção bem tentadora. Porém eu gosto da tal internet e não a abandono, prefiro morrer tentando e me adaptar mesmo praguejando e me irritando.

Mediante isso, me sinto meio ignorante, afinal a maioria dos normais sabe como utilizar essas novas (já não tão novas) ferramentas da web.

Sei que vou usá-las, como e quando não importa tanto para mim, porém o incomodo continuará até eu experimentá-las. E quando não agüentar mais, já sabe, lá estarei eu.

Outra coisa irritante é a tal escrita, todos sabemos que falar é diferente de escrever. Langue e parole – Saussure. Vivo em constante conflito, uma vez que no MSN, Orkut etc, escrevo/digito na maioria das vezes como eu falo, aqui preciso utilizar outro perfil, um que seja nem tão coloquial e nem tão formal, enfim, preciso andar na corda bamba literalmente. Pergunte-me, se isso me incomoda? Ou, porque não escreve/digita do jeito que você quiser afinal o blog é seu? Eu lhe respondo, sei lá, tm q ser assim. Num dá p/ escrevr d qualqr jeito num blog, dá?

O que mais me incomoda é pensar que preciso produzir mais, não que eu não seja capaz, acredito que todos são, porém onde há tempo para isso? Há?

Não sei você, mas minha necessidade de possuir um notebook ou lap top, como disse o tal Nicolsson de Inglês, aumenta a cada dia. A vontade de estar conectada a pessoas, idéias, textos e possibilidades me deixa confusa, alegre e na expectativa.

Afinal tem muita gente fazendo muita coisa bacana por ai e já que não posso fisicamente participar que seja virtualmente pelo menos, já que existe a tal possibilidade.

Isso é um vicio? Pergunto-me e respondo, sei lá e acho que nem quero saber. Rs.

É, isso é um sinal, todo viciado em algo, não quer saber de nada que afete a sua relação com o tal ou não admite. Seja ou não, eu não ficarei off, nem que uma vaca me apareça com cabeça de jiló.

Uma sumida, sem querer, dez dias sem postar e aqui estou as 00h39min do domingão, escrevendo/digitando ligadona, por quê? Foi o tempo que encontrei e achei bacana. Claro, esperando o Altas Horas começar também.

………………Já começou, só para corrigir, achar uma foto bacana, salvar como rascunho, editar e postar demorei o tempo que não tinha. Até para assistir o que quero, e olha que não vejo TV, ta difícil, estou precisando de um emprego que me disponibilizem internet e TV paga, por favor. Há também o vale beleza porque toda mulher deve estar bela e gasta para isso e o vale cultura porque todos precisam de informação e diversão com qualidade, porém nem sempre cabe no bolso.

Bj, da tagarela com insônia.

A todos, um belo e estranho fim de semana!

Foto:  Othon Matoso





Tem que rolar um clima, entende?

19 04 2009

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Nada como um bom livro para repensarmos a vida.

Mas antes de tudo como sabemos que este é um bom livro?

Muitos vão pela lista de Best-seller no final de cada edição da VEJA, outros ouvem opiniões de pessoas confiáveis, outros pela capa, preço, pelas ilustrações, por terem assistido uma adaptação no cinema ou por obrigação/indicação de algum professor na faculdade.

Particularmente para eu levar algum livro comigo, precisa rolar todo um clima antes, preciso vê-lo nas mãos de alguém, ouvir falar ou então de um imprevisto que nos coloque cara a cara. Não sei, mas prefiro ler algo que me dê um prazer do que tentar acompanhar as tendências ou a modinha do momento. Quero deixar claro que não estou fazendo nenhuma critica aos mais vendidos ou populares da estação, afinal os lerei em breve.  Digo isso porque tenho costume de anotar possíveis candidatos a leitura, porém há uma preliminar antes, uma folheada aqui, uma leitura da orelha ali, noto se há desenhos ou gravuras que interessam, se há muitos números.

Você pode pensar que eu leio muito ou que isso é uma mentirada infeliz, isso é porque você não conhece a mestre Sônia que dá aula para todos os cursos da minha facul, esta sim lê tudo e nunca perde a esperança coitada. Sempre ao relacionar um livro à matéria ela pergunta se alguém leu Umberto Eco, Clarice Lispector, Santaella, Virgínia Wolf, Bakhtin Voloshinov e outros mais.

Eu fico encantada com a esperança que ela tem em nós estudantes de Comunicação, logo de cara começamos a rir e olhar um para o outro para ver se alguém salva, mas nada, todos, respondemos que não. E ela, a ela continua dando a aula e perguntando sempre.

Eu me pergunto como, quando e onde ela conseguiu ler tantos livros. E outra, ela faz fichamento de grande parte, por isso recorda nitidamente.

Alguém por favor, já refletiu sobre a azulesa do azul?

Que doidera é essa você que não estava presente deve se perguntar. A Sônia nos fez refletir e entender isso, bom eu acho que entendi, é éeee, não me lembro bem, mas um dia chego lá.

Perguntarei a ela qual seu método de leitura e postarei aqui, afinal tenho uma listinha.

Agora vou indo Madame Bovary me espera, iremos trocar segredos e ambições.

A todos, um belo e estranho dia!





Pluft plaft zoom

9 04 2009

“A alma é curada ao estar com crianças.”

Fiódor Dostoievski

As crianças têm uma habilidade, ou melhor, dom, de transformar os momentos, pessoas e lugares.

Risadas, bobices, coisas e palavras sem pé nem cabeça, uma criatividade e energia sem limites. As crianças são nossa evolução. Porém nem notamos devido ao tempo, regras, padrões e planos.

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

Saint-Exupéry.

Quem já não ouviu falar em um pedacinho de gente extraordinário, morador do planeta B-212 , amigo de uma rosa e que decidiu viajar para fazer novos amigos e como transporte usou os cometas que passavam por seu planeta?

O pequeno príncipe é um livro infantil, porém para mim, voltado para o público adulto que perdeu a sensibilidade ou a simplicidade de tudo nesta vida louca que nos cega.

Esquecemos do valor e da importância das coisas simples que fazem cada segundo único, por nos apegarmos a outras coisas solúveis e fugazes. Devido a isto, concordo com Dostoievski e Exupéry, que em suas sábias palavras resumiram a cura de nossas misérias e a responsabilidade de nossas ações.

Precisamos aprender, mas estamos acostumados a ensinar.

A todos, um belo e estranho dia!